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Anúncios · Marketing para medicos

Google Ads para médicos: quais campanhas criar primeiro

Todo médico que decide anunciar no Google encontra a mesma tela cheia de opções: pesquisa, display, YouTube, Performance Max, discovery, shopping. Para consultório particular, quase nenhuma dessas opções faz sentido no começo. A ordem em que você liga cada campanha decide se a verba vira consulta ou vira aprendizado caro.

Por que consultório entra pela pesquisa, não pelo resto

A rede de pesquisa do Google atende quem já está querendo resolver o problema hoje. O paciente que digita "cardiologista particular" ou "endocrinologista perto de mim" está a poucos cliques de agendar. Esse é o único tipo de campanha que costuma trazer paciente na primeira semana, e é por ela que o consultório começa. Display, YouTube e Discovery entregam volume, mas alcançam quem não estava procurando médico, e ficam para depois, quando você já sabe a conta que fecha.

Se você ainda não definiu quanto está disposto a pagar por um paciente novo, vale passar antes pela conta da verba. Sem esse número, qualquer campanha vira palpite.

A ordem certa das campanhas

Uma sequência que costuma funcionar bem para consultório particular é essa:

  1. Rede de Pesquisa focada na sua especialidade e cidade.
  2. Google Meu Negócio ligado à conta de Ads, com extensão de localização puxando o mapa.
  3. Remarketing simples para quem visitou o site e não agendou.
  4. Só depois, e se fizer sentido, uma campanha de vídeo ou Performance Max com criativo próprio.

Cada degrau só sobe quando o anterior está previsível. Não adianta subir Performance Max com anúncio de pesquisa ainda instável, porque você deixa de saber o que puxou o resultado.

Rede de Pesquisa: a primeira a subir

A campanha de pesquisa é a mais difícil de errar e a mais fácil de desperdiçar. Alguns cuidados fazem diferença no consultório:

Nada disso é sofisticado. É o básico que a maioria pula porque parece pequeno demais e depois assiste a verba escoar em clique que não vira paciente.

Google Meu Negócio como parte da campanha, não à parte

Muito paciente busca por "clínica perto de mim" e clica direto no card do mapa, sem entrar em site nenhum. Se o seu perfil do Google Meu Negócio está desatualizado ou desligado da conta de Ads, você paga por clique de gente que teria escolhido você de graça. Ligar o perfil à conta permite que o anúncio de pesquisa mostre localização, telefone e horário direto no resultado. Isso encurta o caminho do agendamento sem custo extra.

Se você ainda não configurou o perfil ou não sabe o que aparece nele, comece por ali antes de qualquer outra coisa. Boa parte do retorno inicial de médico no Google vem daí, e não do anúncio pago.

Remarketing: pequeno, mas resolve o que a pesquisa deixa passar

Uma parcela dos pacientes visita o site, lê, sai e demora dias para decidir. Uma campanha simples de remarketing para essa lista, com verba baixa, faz a marca aparecer de novo no momento em que a pessoa está pronta. Não é grande em volume, mas costuma ter um dos custos por paciente mais baixos da conta.

O erro comum aqui é criar remarketing sem público. Se o site recebe pouca visita, a lista fica pequena demais e o Google nem entrega o anúncio. Só faz sentido subir depois que a pesquisa está trazendo tráfego constante.

O que evitar nas primeiras semanas

Performance Max é a campanha que a interface do Google mais empurra. Ela combina pesquisa, display, YouTube, Gmail e Discovery em uma coisa só, decidida por algoritmo. Para consultório em fase inicial o problema é claro: você perde a leitura de qual canal trouxe o paciente e passa a pagar por impressão que talvez nunca virasse consulta. Faz sentido testar quando a pesquisa já está madura e você quer arranhar volume extra, não como primeira campanha da conta. Anúncio de vídeo tem a mesma lógica: bom para reforço de marca quando já existe fluxo, ruim como porta de entrada.

Além desse ponto, alguns tropeços aparecem em quase toda conta nova de médico:

Como saber, em 30 dias, se está no caminho

No fim do primeiro mês, três leituras dizem quase tudo:

  1. Quantos contatos vieram do anúncio, medidos pela sua secretária ou por tag no site.
  2. Quantos desses contatos viraram consulta paga.
  3. Quanto custou cada consulta paga, dividindo a verba total pelo número de pacientes que efetivamente compareceram.

Se o custo por paciente está abaixo do teto que você definiu, escale devagar, sem mais que vinte por cento de aumento por semana. Se está acima, o ajuste é no anúncio, na palavra ou na página, antes de mexer no orçamento. E se a conta está boa mas a agenda não sobe, provavelmente o problema saiu do Google e entrou no processo de resposta. Nesse caso vale primeiro arrumar o funil da captação particular e só depois voltar a mexer na campanha, ou chamar um segundo par de olhos antes de subir mais verba no chute.

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